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photos > jell carone

De acordo com a Teoria Geral da Relatividade, um buraco negro é uma região do espaço da qual nada, nem mesmo objetos que se movam na velocidade da luz, podem escapar. Este é o resultado da deformação do espaço-tempo causada por uma matéria maciça e altamente compacta. Um buraco negro é limitado pela superfície denominada horizonte de eventos, que marca a região a partir da qual não se pode mais voltar. O adjetivo negro em buraco negro se deve ao fato deste não refletir a nenhuma parte da luz que atinja seu horizonte de eventos, atuando assim, como se fosse um corpo negro perfeito em termodinâmica. Acredita-se, também, com base namecânica quântica, que buracos negros emitam radiação térmica, da mesma forma que os corpos negros da termodinâmica atemperaturas finitas. Esta temperatura, entretanto, é inversamente proporcional à massa do buraco negro, de modo que observar-se a radiação térmica proveniente destes objetos torna-se difícil quando estes possuem massas comparáveis às das estrelas.

Apesar de os buracos negros serem praticamente invisíveis, estes podem ser detectados por meio de sua interação com a matéria em sua vizinhança. Um buraco negro pode, por exemplo, ser localizado por meio da observação do movimento de estrelas em uma dada região do espaço. Outra possibilidade da localização de buracos negros diz respeito a detecção da grande quantidade de radiaçãoemitida quando matéria proveniente de uma estrela companheira espirala para dentro do buraco negro, aquecendo-se a altastemperaturas.

Embora o conceito de buraco negro tenha surgido em bases teóricas, astrônomos têm identificado inúmeros candidatos a buracos negros estelares e também indícios da existência de buracos negros super maciços no centro de galáxias maciças. Há indícios de que no centro da própria Via Lactea, nas vizinhanças de Sagitário A*, deve haver um buraco negro com mais de 2 milhões de massas solares.

Um buraco negro forma-se quando uma estrela super maciça fica sem combustível, o que faz seu núcleo diminuir até ficar reduzido a uma fração de seu tamanho original. Quando isso acontece, a gravidade produzida por ele sai do controle e começa a sugar tudo que encontra. Ele começa a sugar a massa da estrela, fazendo isso tão rapido que se engasga e expele enormes torrentes de energia. Ela é tão forte que acaba furando a estrela e lançando mais jatos de energia. A gravidade não suporta essa energia e a estrela finalmente explode (esta explosão é chamada de supernova). Em apenas um segundo a explosão é capaz de gerar 100 vezes mais energia que o nosso Sol produzirá em toda sua existência. O que resta no centro é o buraco negro.

fonte > wikipedia

me pergunto se uma das entradas pro nosso trabalho nao esta numa ideia de corpo inumano. seria o corpo deslocado da codicao de humano para uma condicao paralela de inumano. talvez esse inumano esteja numa margem, ou seja mesmo o centro da condicao humana na contemporaneidade. entao nao se trata do corpo social, funcional, eficaz, o corpo que causa. nao se trata do corpo-animal antropomorfico, nem tampouco do corpo “tabula rasa”, o corpo que parece ter saido de uma embalagem com selo de garantia e colocado no palco. esse nobody seria entao a sombra inumana do que ainda resta.

hanna arendt tem razao a respeito da acao como lugar/gesto politico. e tambem sobre o status da condicao contemporanea da humanidade : o homem como cut-out de si mesmo, sombra que so existe pela escuridao. hanna e a reafirmacao da acao no existir, unico espaco democratico possivel – a acao – danca como exercicio de existencia.

a palavra artificialidade veio e me pergunto se esse nao seria o rebound da coisa toda, artificializar para destilar o que ainda pode ter de resquicio de uma humanidade que talvez seja justamente essa inumanidade. partindo dessa perspectiva o dancar – que poderia ser visto como nao dancar – seria a condicao do existir, do se presentificar e alavancar o (possivel) acontecimento.

uma massa de meidofuku. air dolls desprovida de si mesmo. a fantasia que salpica a inumanidade tao so com pitadas de glitter negro.

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