Cosmoangu e os trejeitos do bboy e a pinta certeira da bicha pao-com-ovo. So nao vai quem ja morreu. Dar pinta em bando, manifestacao no proprio corpo desarticulado dos mecanismos de comportamento da oficialidade. Dar pinta para desestruturar os regimentos da normatividade possuidora do corpo. dar pinta independente do genero, do sexo, do numero, do grau, da politica ou religiao. Dar pinta pelo que seja dar pinta no calcadao da avenida da vida. Dar pinta pra defender os 20 reais ou fugir da policia. Dar pinta para dar lugar a um anexo – que embora perverso – nos permite ironizar sobre aquilo tudo que parece impossivel de sobreviver. Pinta como pane eletrica, combustao espontanea, alegoria de estardalhaco em chamas. Dar pinta como extra-incorporacao, ou seja o extravazar do incorporado e o que restar disso permitindo o reconhecimento do que passou pelo corpo. Dar pinta em bando, solene e ritualistico. a sugestao do transe coletivo, o estado de se abandonar no outro, que e’ na verdade o ninguem, vertigem maior do desconhecido. Dar pinta de salto, se requebrar feito vedete, se amostrar, se lambuzar de falsas aparencias, fazer mungango. E como dizia luz-del-fuego solitaria em sua ilha dancando com suas cobras (pela boca do guilherme): “eu quebro o quadril mas nao perco o rebolado”.